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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

'Vamos estar mais próximas que nunca' diz Dilma a Kátia Abreu


Numa troca pública de elogios, a presidente Dilma Rousseff participou na noite desta segunda-feira de cerimônia de recondução de Kátia Abreu à presidência da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Kátia foi escolhida para comandar o Ministério da Agricultura no segundo mandato. Deverá se licenciar da CNA nos próximos dias, quando for oficializada ministra.
— Hoje, Kátia Abreu, quero lhe dizer que nossa parceria está apenas começando. Temos quatro anos pela frente (…) Quero dar os parabéns à minha amiga Kátia Abreu por todas as realizações passadas e tenho certeza por todas as realizações futuras. Desejo grandes conquistas para o agronegócio e tenho certeza que vamos caminhar juntas e estaremos muito próximas nesses quatro anos, mais próximas do que nunca — afirmou Dilma em seu discurso.
A presidente fez afagos na sua futura ministra, dizendo que ela orgulha o país. Mais cedo, nesta segunda-feira, militantes do MST invadiram a sede da CNA em protesto à indicação de Kátia Abreu ao Ministério da Agricultura.
— Kátia orgulha as mulheres do nosso país pelas convicções firmes, é uma lutadora incansável por um segmento que é muito importante para o nosso país — disse Dilma nos primeiros segundos de seu discurso.
Momentos antes, ao tomar posse, a senadora afirmou que Dilma foi a primeira chefe de governo a se aproximar do setor.
— A presidente Dilma foi a primeira chefe de governo a se dispor a entender uma agenda tão complexa como a do agronegócio. Apoiou o código florestal, uma luta de mais de 15 anos, apoiou a concessão da exploração privada dos portos. Muito foi feito e muito temos a fazer — afirmou Kátia.
Numa resposta às críticas que vem sofrendo de vários setores pela indicação de Kátia para o Ministério, Dilma afirmou que não pode discriminar um segmento que gera alimentos para o Brasil e para o mundo.
— Sem considerar as diferenças políticas e ideológicas, é também a bandeira de um governo que não pode discriminar quem gera alimentos para um Brasil, sem medo de errar, que é um dos fatores de prosperidade e que está aqui representado pelos produtores da CNA, os pequenos e os médios produtores e os que lutam pela terra.
Kátia criticou grupos ideológicos de direita e de esquerda que desrespeitam a democracia e a livre propriedade. No discurso de posse, repudiou a invasão do prédio da CNA horas antes do evento.
— O Brasil vive um momento de avanços em que não se pode conviver com a bitola estreita das ideologias. Grupos de esquerda ou direta que hoje, à margem da lei, invadiram este prédio — disse a futura ministra.