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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

No Pará mulher mata companheira e duas crianças

Joana D'Arc afirmou que se descontrolou após briga com companheira. Crianças dormiam na hora do crime

De acordo com o relato da acusada, o crime teria ocorrido por causa de brigas e ciúmes de Rosilene
De acordo com o relato da acusada, o crime teria ocorrido por causa de brigas e ciúmes de Rosilene
Uma chacina ocorrida na madrugada da última segunda-feira (15) abalou a comunidade de Cumaru do Norte, no sul do Pará. A garimpeira Joana D’arc de Farias, 48 anos, assassinou de forma bárbara, com golpes de machado e enforcamento, Rosilene dos Santos, 37 anos, Leonardo Santos de Araújo, 9 anos, e a pequena Amanda Vitória Vieira, de apenas um ano e oito meses de idade. A chacina ocorreu por volta das 3h, na localidade conhecida como Projeto Cumaru, distante a cerca de 30 Km da cidade de Cumaru do Norte.
De acordo com o relato da acusada, o crime teria ocorrido por causa de brigas e ciúmes de Rosilene, que vivia maritalmente há cerca de 5 anos com a homicida. De acordo com a acusada, as duas se conheceram e passaram a conviver dentro do Presídio de Redenção, onde Joana D’arc cumpria pena por homicídio por ter assassinado o companheiro a golpes de picareta e Rosilene, pela acusação de tráfico de drogas. Depois que as duas saíram do CRR, foram morar de forma marital na cidade de Cumaru do Norte.
Em conversa com a reportagem, a acusada disse que o relacionamento era bastante conturbado, pois a vítima nutria um ciúme doentio por ela, o que provocava constantes brigas entre as duas, principalmente quando as duas ingeriam bebida alcoólica.
No dia do crime, a história se repetiu, mas de forma trágica. As duas mulheres passaram o dia praticamente bebendo, ação que rompeu a noite. Segundo Joana D’arc, as duas passaram a discutir e a discussão tornou-se mais intensa, ao ponto de a vítima pegar um facão e tentar agredi-la. Foi quando ela se armou de um machado e desferiu um golpe na cabeça da companheira.
Ao ser interrogada por que matou as duas crianças, a acusada não soube explicar e disse que não sabe por que cometeu o crime. “Eu não sei o que me deu na cabeça para fazer tal coisa. As crianças estavam dormindo, eu não sei explicar, pois eu gostava das crianças’’, relatou a acusada.
Depois de cometer o crime, a acusada pegou alguns pertences e logo pela manhã embarcou em uma van e foi para a cidade de Redenção, de onde pretendia fugir para Araguaia. A acusada foi localizada pelo serviço de inteligência da Polícia Militar de Redenção, que logo cedo foi informada do bárbaro crime e da fuga da mulher.
Joana D’arc foi presa por uma guarnição da Polícia Militar quando tentava vender ouro em uma ourivesaria em Redenção. A acusada vai responder pelo crime de triplo homicídio. Após o procedimento policial, ela foi encaminhada para o Presídio de Redenção, onde vai responder pelos crimes praticados.
Em 2007 , Joana D’arc matou o marido a golpes de picareta na cidade de Xinguara, crime pelo qual estava respondendo em liberdade condicional após ser condenada a sete anos de prisão.
Ela foi libertada após cumprir 3 anos da pena no Centro de Recuperação Regional de Redenção. Após ser ouvida pelo delegado e colocada na cela, a acusada lamentou o fato para a nossa reportagem.
“Que loucura que eu fiz na minha vida, moço. Agora vou passar muitos anos na cadeia. Eu sou capaz de fazer uma besteira, mas não vou ficar o resto da minha vida no presídio, não”, disse a acusada.

Fonte: O Impacto