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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Segurança Pública do Pará recede apoio do governo federal

Regina Miki, secretária nacional de Segurança, anunciou medida ao lado do secretário Luiz FernandesRegina Miki, secretária nacional de Segurança, anunciou medida ao lado do secretário Luiz Fernandes
O Sistema de Segurança Pública do Estado do Pará realizou, na manhã de ontem, uma cerimônia de inauguração do Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), que ajudará os órgãos de segurança pública no combate à existência de organizações criminosas no Estado. O evento ocorreu por volta das 10 horas, no Comando Geral da Polícia Militar, localizado na avenida Almirante Barroso, em Belém, e contou com a presença da secretária nacional de segurança pública, Regina Miki, do secretário de estado de segurança pública e defesa social, Luiz Fernandes Rocha, e demais gestores e dirigentes dos órgãos do Sistema de Segurança Pública, além de autoridades estaduais e federais. Com a instalação do (LAB-LD) o Pará passou a integrar a Rede Nacional de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro, (Rede -LAB) instituída pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e operada nos Estados pelas instituições da área de segurança pública.
O LAB-LD foi instalado por meio de convênio firmado entre o Ministério da Justiça e o Banco do Brasil, dentro da estrutura do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI), da Secretaria Nacional de Justiça (SNJ). Ele atuará reativamente em diversos casos, reais e específicos, de lavagem de dinheiro, atendendo a demandas de apoio dos mais diversos órgãos. Para tanto, analistas de Tecnologia da informação (T. I) e de informações, testaram e utilizaram, de maneira exaustiva e em casos práticos, vários softwares especializados, o que resultou no desenvolvimento de métodos inovadores para esse tipo de investigação.
A secretária nacional de segurança pública, Regina Miki, explicou que o laboratório agilizará as investigações sobre organizações criminosas por meio do bloqueio financeiro dos criminosos buscando a asfixia financeira das organizações. “Ele identifica e resgata um valor que foi indevidamente transacionado dentro do Brasil por organizações criminosas, atuando na fonte de alimentação das organizações, que é o dinheiro”, explica a secretária.
Ainda conforme Regina Miki, o trabalho de segurança pública precisa ser constituído de mais inteligência e menos força, e o laboratório vem ajudar nesse sentido. “Não adianta somente prender as pessoas, temos que retirar delas a condição financeira para que não se instalem com outras organizações criminosas. Nossa expectativa com a instalação desse laboratório é que nossas ações de segurança ocorram com mais intelectualidade, e não somente com a ação física”, disse.

Secretário de segurança elogia ação

Segundo Luiz Fernandes, o laboratório é importante porque ajudará no combate de crimes que mais causam danos à sociedade. “Esses crimes de lavagem de dinheiro, de certa forma, causam um dano maior que os crimes individuais, como roubos de celular, de carteira, porque afetam a sociedade como um todo. Suga o dinheiro dos cidadãos, dinheiro que poderia ser utilizado em políticas públicas. Essa ferramenta possibilitará o combate, agindo no bolso dessas organizações criminosas”.
A Rede Nacional de Laboratórios contra Lavagem de Dinheiro é o conjunto de Laboratórios de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro instalados no Brasil. A principal característica desta Rede é o compartilhamento de experiências, técnicas e soluções voltadas para análise de dados financeiros, e, também, para a detecção da prática da lavagem de dinheiro e corrupção.

Delegado destaca uso de softwares na solução de crimes

De acordo com o Secretário Adjunto de Inteligência e Análise Criminal, Gilvandro Furtado, o laboratório se constitui de um conjunto de softwares, ou seja, soluções tecnológicas gerenciáveis, que agem no sentido de tornar mais simples o acesso a dados resultantes da queda de sigilo bancário, fiscal e telefônico, podendo servir de prova em processo de investigação sobre lavagem de dinheiro. Segundo ele, com o laboratório, o processo de investigação ganha notável aceleração. “Até então, o processo era muito lento. A autoridade judiciária expedia um alvará determinando o fornecimento de dados, mas esses dados percorriam um longo caminho até chegar nas mãos deles, correndo risco de sofrer vazamentos, resultando em dados imprecisos e inexatos. Esse sistema veio para extrair esses dados exatamente na sua origem, tornando mais ágil todo o processo”, explica.
O secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Luiz Fernandes Rocha, destacou que o laboratório é mais uma ferramenta que vai ajudar o serviço de inteligência da polícia no combate à impunidade de crimes com desvio de dinheiro, mas, frisou que para que o serviço de segurança pública seja mais eficiente, são necessárias ainda medidas e ações mais concretas. “Além disso, precisamos de outras medidas, e medidas concretas, como reformulação do sistema penitenciário como um todo. E nós, estamos trabalhando para isso”.
Amazônia Jornal