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domingo, 7 de dezembro de 2014

Éder Mauro explica por que é a favor da redução da maioridade penal

Éder Mauro já sofreu dois atentados, mas diz não ter medo de bandidosÉder Mauro já sofreu dois atentados, mas diz não ter medo de bandidos
Sem nunca ter concorrido antes a um cargo eletivo, o delegado Éder Mauro conseguiu em sua primeira disputa eleitoral - já ao cargo de deputado federal - ser o mais votado no Pará. Foram mais de 265 mil votos. Em entrevista exclusiva à repórter Irna Cavalcante, do jornal O LIBERAL, ele fala sobre este feito e também sobre as polêmicas em que se envolveu após o pleito, como o vídeo “dando um recado para bandidagem” e o sumiço pós-eleições. Também fala sobre sua ligação com a “Bancada da Bala”, à qual informou já estar articulado, participando, inclusive, de reuniões em Brasília em defesa de projetos comuns. Sem papas na língua, ele dá dicas das bandeiras que vai defender no Congresso: “Sou policial, não sou sociólogo”, ao falar de projetos polêmicos como a redução da maioridade penal. E apesar de dizer que não tem preconceito contra gays, ele compara a homossexualidade à maconha: “Não pode incentivar”.
  • Delegado, o senhor teve a votação mais expressiva do Pará à Câmara dos Deputados, sem nunca ter concorrido antes a nenhum cargo eletivo. Foram mais de 265 mil votos. A que o senhor atribui esta votação?
o Eu atribuo, sem sombra de dúvidas, a 30 anos fazendo rua, defendendo a família como policial, defendendo nossos filhos deste mundo de drogas, que não destrói só os nossos filhos, destrói a família como um todo e a população do Estado. Todos os dias a população tem me visto na rua, não foi dentro de um gabinete não, foi defendendo cada um deles, tentando fazer com que nossas famílias pudessem ter mais sossego, ter mais segurança. Então, acredito que ter feito uma campanha sem dinheiro, com uma carreta e com estes 30 anos  nas costas, foram suficientes para que a população pudesse reconhecer e tivesse me dado todos estes votos nas eleições.
  • Durante a campanha muito se falou nas redes sociais sobre policiais estarem saindo das ruas para se candidatar a cargos eletivos. E que isto seria de interesse de muitos bandidos ou traficantes que não os teriam mais nas ruas e sim em gabinetes. Como viu estas críticas? 
o Elas são naturais. Fui muito questionado nas ruas em relação a isso, mas fiz questão de colocar que não era verdadeiro este ponto. Primeiro: eu vou fazer 30 anos de polícia, se quisesse, com o tempo que eu tenho aí fora, já teria saído da polícia, estaria aposentado, mas eu gosto do que faço.
O Liberal