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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Fidel Castro ganha 'Nobel da Paz' fajuto

'Honraria' chinesa se propõe uma alternativa à da Academia Norueguesa

Fidel Castro acompanha uma cerimônia em 2011
Fidel Castro acompanha uma cerimônia em 2011 (Getty/VEJA)
A adolescente Malala Yousafzai e o ativista Kailash Satyarthi receberam o prêmio Nobel da Paz em 2014, mas ficaram de fora do chamado Confúcio da Paz, uma espécie de concorrente fajuto concedido anualmente por um grupo de empresários e intelectuais chineses – com critérios, digamos, um tanto mais elásticos que os dos membros da Academia Norueguesa.
Para os chineses, o grande campeão da paz neste ano foi, pasmem, o ex-ditador cubano Fidel Castro. De acordo com o comitê, o comunista de 88 anos "contribuiu para a paz" por causa do seu papel em resolver disputas internacionais "sem o uso da força ou de violência".
Claro que os organizadores deixaram de lado o papel desempenhado por Fidel ao longo da Guerra Fria, que incluiu o envio de milhares de soldados para conflitos sangrentos na África, a promoção do comunismo na América Latina e a repressão contra seu próprio povo. Afastado do poder desde 2008, quando entregou o comando da ilha ao seu irmão Raúl, Fidel não fez nenhum comentário oficial sobre o prêmio.  

O Confúncio da Paz foi lançado em 2010 após o governo chinês ter ficado indignado com a escolha do dissidente Liu Xiaobo como vencedor do Nobel da Paz daquele ano. De acordo com os promotores da inciativa, o prêmio da Academia Norueguesa promove visões distorcidas sobre a China. A iniciativa de lançar o “Nobel do B” contou com apoio indireto das autoridades do país. 
Outro "campeão da paz" (sempre no sentido mais irônico possível da expressão) que recebeu o prêmio foi o presidente russo Vladimir Putin. A "honraria" foi concedida em 2011, no mesmo ano que Putin foi acusado de fraudar as eleições legislativas na Rússia. 


De acordo com o jornal chinês Global Times, o prêmio de Fidel foi entregue a um estudante cubano que faz intercâmbio na China em uma cerimônia que ocorreu nesta semana em um hotel de Pequim.
Fonte: Revista Veja