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segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Sem acordo, colégios vão reajustar mensalidades

Sem acordo, colégios vão reajustar mensalidades (Foto: Bruno Carachesti)
(Foto: Bruno Carachesti)
Diferente do que vinha sendo realizado já há alguns anos no Estado, a presidente do Sindicato das Escolas Particulares, Suely Menezes, acredita que não haverá estabelecimento de acordo em parceria com os órgãos de defesa do consumidor para o reajuste da mensalidade de 2016. Por enquanto, o sindicato ainda aguarda a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para avaliar a situação.
Apesar de ainda não existir qualquer sinalização de percentual de reajuste para o Pará até o momento, Suely aponta que a perspectiva é de que a entidade tenha uma definição apenas no início de dezembro. Esperando dar continuidade às discussões internas do sindicato a respeito do reajuste a partir desta semana, porém, ela garante que a atual situação econômica do país está sendo considerada. “Estamos com 40% de inadimplência no Estado, então estamos diante de uma situação ímpar. Estamos preocupados porque achamos que o mercado pode não aguentar um reajuste muito elevado.”
Integrante do grupo de entidades que normalmente se reuniam com os representantes das escolas particulares para acordar um percentual de reajuste da mensalidade, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) acredita que este ano deve encerrar com percentual de inflação superior a 10%. Em 2014, o índice ficou em torno de 6%. “A perspectiva é que a gente feche o ano com um dos índices de inflação mais altos dos últimos 10 anos”, estimou o supervisor técnico do Dieese, Roberto Sena.
PRÉ-MATRÍCULA
Enquanto o reajuste não é fixado, porém, algumas instituições de ensino já estão encaminhando propostas de reajuste aos pais. Com o filho estudando o 1º ano do ensino médio em um colégio particular de Belém, a dona de casa Maria Nascimento, 46 anos, foi surpreendida com a proposta de aumento de 14,5% na mensalidade. Caso os valores apontados pela pré-matrícula se confirmem, o valor mensal pago subiria de R$400 para cerca de R$460. “A gente já faz um esforço danado para manter nosso filho em uma boa escola, então um reajuste desse fica pesado.”
Acreditando que o percentual de aumento poderia ser menor, Maria questionou a escola sobre o aumento e foi orientada a procurar a direção para ter acesso à planilha detalhada que apontaria a necessidade do aumento. De qualquer maneira, ela não deixou de ficar em dúvida quanto à validade do reajuste, já que não teve notícia de estabelecimento do tradicional acordo, como nos anos anteriores. “Eu queria saber se esse valor é verdadeiro mesmo. Se pode aumentar nesse percentual.”
Segundo a presidente do Sindicato das Escolas Particulares, Suely Menezes, a chamada pré-matrícula e consequente sinalização do percentual de aumento por parte das escolas é uma necessidade organizacional das instituições, que precisam fazer tais estimativas. “Caso o reajuste definido pelo sindicato seja menor do que os que já vêm sendo cobrados na pré-matrícula por algumas escolas, em fevereiro é feito o abatimento desse percentual que foi pago a mais”, afirmou.
(Cintia Magno/Diário do Pará/Pararijos NEWS)