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quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Furto de energia gera prejuízos para todos

Furto de energia gera prejuízos para todos (Foto: Divulgação)
Somente neste ano, em todo o Estado, foram identificadas quase 300 mil unidades consumidoras irregulares (Foto: Divulgação)
Há algumas semanas um caso chamou atenção e gerou debate nas redes sociais: o furto de energia. Uma prática irregular e criminosa que gera inúmeros prejuízos à sociedade, como interrupções no fornecimento, oscilações dos níveis de tensão, sonegação de impostos e acidentes com a rede elétrica de maneira muitas vezes fatal. Somente neste ano, em todo o Estado, foram identificadas quase 300 mil unidades consumidoras irregulares, que após passarem por inspeção, foram regularizadas.
Para se ter uma ideia dos transtornos que a ação fraudulenta causa à toda população, basta analisar pelo aspecto financeiro, pois os impactos das perdas energéticas podem também ser percebidos diretamente no valor da tarifa de energia.
O executivo de Recuperação de Energia da Celpa, Pabllo Barbosa, explica que “caso o furto de energia fosse reduzido totalmente, seria possível uma redução, também, de aproximadamente 10% do valor da conta de energia elétrica que pagamos hoje”.
A Celpa compra anualmente mais de 11TWh (Terawatt-hora) de energia elétrica para atender toda a extensão territorial do Estado. Desse total, cerca de 31% correspondem às perdas.  Entre elas, o furto de energia figura como um dos principais vilões, sendo responsável por um absurdo desperdício. Além de um gasto adicional para a distribuidora, as perdas afetam diretamente a qualidade do fornecimento oferecendo riscos de acidentes para a população em geral.
Por se tratar de um procedimento irregular, geralmente é executado por pessoas que não são habilitadas para trabalhar em instalações elétricas. A intervenção, além de curto circuito, gera também risco de incêndio onde existem esse tipo de ligação. Segundo dados do Corpo de Bombeiros Militar do Pará, em 2015, foram registradas mais de 38 ocorrências de incêndio envolvendo furto de energia.
Os danos da irregularidade também afetam pilares da economia, pois o furto propicia a sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), do Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Confins), que vêm incluídos nas contas de energia elétrica e cujos recursos arrecadados são repassados integralmente aos Governos Federal e Estadual.
De acordo com Pabllo Barbosa, a população deve atentar para o fato de que esses desvios geram uma reação em cadeia. “A partir do momento em que o Estado deixa de arrecadar, investimentos em áreas estruturais não ocorrem. Por exemplo, todo esse dinheiro perdido poderia estar sendo investido na construção de escolas, hospitais, construção e pavimentação de estradas, entre outras melhorias”, avalia o executivo.
A Celpa iniciou em 2013 um incisivo plano de combate às perdas energéticas. Para isso mobilizou equipes exclusivas para este tipo de ação, que fazem fiscalização em todo o estado. Além disso, o trabalho também é realizado com base em denúncias da população. (Pararijos NEWS)