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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Reunião irá discutir os cortes na folha

Reunião irá discutir os cortes na folha  (Foto: Cezar Magalhães)
(Foto: Cezar Magalhães)
Trezentos professores da rede pública municipal se reúnem hoje (21) em uma assembleia para tratar sobre uma série de cortes feitos na folha de pagamento de servidores do município.
Segundo o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), Aldo Rodrigues, 40% dos servidores operacionais em diversas secretarias perderam alguns benefícios, como hora extra vinculada à gratificação por tempo integral, vale-alimentação e outras gratificações. Isto ocorreu a partir de um decreto instituído em agosto deste ano pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.
A justificativa da prefeitura, de acordo com Aldo, foi a aplicação de uma medida de contenção que pretende “otimizar” as despesas do município. Pelo decreto, o servidor que tirar férias ou for beneficiado por uma licença prêmio, perderia o auxílio alimentação que equivale a 40% dos vencimentos. O entendimento da categoria é que isso reflete em uma punição. “Depois disso ninguém vai querer tirar férias”, aponta Aldo. 
Outros pontos a serem tratados pelos professores serão a proposta feita pela Secretaria Municipal de Educação (Semec) sobre a extinção do período intermediário das escolas municipais e do estrangulamento do Ensino para Jovens e Adultos (EJA).
Ao todo, são 73 escolas vinculadas ao município. Dessas, 23 possuem o turno intermediário, de 11h às 15h. O professor conta que, apesar da dificuldade pedagógica do horário, a demanda de alunos é grande para que as escolas deixem de ofertar esse turno.
Por lei, segundo Aldo Rodrigues, uma sala de aula deve conter no máximo 40 alunos. Mas depois que o intermediário for extinto, o que deve acontecer no próximo ano letivo, as salas ficariam inchadas, provocando superlotação e diminuição de carga horária de professores. 
Quanto ao EJA, a principal preocupação da categoria é com o ensino aprendizagem de alunos. “O ritmo de aprendizagem desse público é diferenciado. O que a Semec pretende é criar salas polo que ficarão longe da residência do aluno. Se a evasão já é grande no EJA, imagina se o número de turmas for enxugado ou se o estudante for obrigado a estudar longe de casa”, avalia.
(Wal Sarges/Diário do Pará/Pararijos NEWS)