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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Adeus, Série D


Dois fantasmas foram eliminados da vida do Clube do Remo. O primeiro foi a Quarta Divisão do Brasileirão. O segundo foi o fantasma, claro, do Operário. Com justiça e sem nenhum tipo de susto, analisando o aspecto estritamente técnico, o Leão bateu o time do Paraná por fáceis 3 a 1, ontem, no estádio Mangueirão. Na soma dos dois resultados, um placar incontestável: 4 a 1. A superioridade foi acompanhada por mais de 30 mil pagantes.
E, enfim, depois de sete anos, colocou-se um ponto final na trajetória azulina no limbo, que é a última divisão do futebol nacional. O Remo está de volta à Série C. Diante da festa da torcida e considerando a tradição do clube, resta sonhar com mais um título brasileiro. O adversário na fase semifinal será o Botafogo de Ribeirão Preto, em duas datas pré-marcadas para o dia 25 e primeiro de novembro. O primeiro jogo será em São Paulo. A partida de volta será em Belém.
No primeiro tempo, o Operário tentou controlar a posse de bola, enquanto que o Remo foi bem mais agressivo. Como de praxe, Eduardo Ramos controlou as ações azulinas. Aos 14 minutos, o maestro caiu na área e reclamou de pênalti. O Fantasma, por outro lado, se tinha razoável qualidade para tocar a bola, não tinha nenhum poder de penetração. Só tentou por meio de lances esporádicos, em geral, bolas aéreas, todos controlados pela defesa.
Até que aos 21 minutos, em escanteio, Eduardo Ramos cobrou, a bola foi desviada na primeira trave e Welton finalizou para marcar o primeiro. O Operário tocava a bola, mas com pouca penetração.  Em contrapartida, o Leão tinha o contra-ataque, mas a preciosismo do lateral Levy prejudicou. Ao invés de dar uma assistência para gol, tentou o chute e não assustou a meta defendida por Paulo Sérgio. Ilaílson também tentou um chute forte de fora da área e a bola passou rente à trave. O Remo tinha o controle, quase que absoluto, da partida.
No segundo tempo,
Duas substituições do técnico Itamar Schülle, do Operário, denotavam o desejo e, sobretudo, a necessidade de ser mais agressivo. O Operário voltou a jogar no campo azulino, como parte de uma estratégia imposta pela própria equipe de Cacaio. Tanto que Welthon arrancou em contra-ataque e, se passasse a bola, deixaria Eduardo Ramos em excelente condição de conclusão. Mas o atacante foi fominha.
Aos 10 minutos, não teve jeito. Uma bola espirrada sobrou à feição para Eduardo Ramos bater de chapa e marcar o segundo gol. Quatro minutos depois, Eduardo Ramos bateu falta e Aleílson desviou para o gol. Na comemoração, Levy simulou um índio flechando e provocou alguns adversários. A confusão ficou formada, mas somente Levy foi expulso. No entanto, o Remo jogou com a menos apenas três minutos. Descontrolado, Capa agrediu Eduardo Ramos e foi expulso direto. Nos demais momentos, o Operário se lançou à frente e Juninho esbarrou no travessão. Aos 33, um cruzamento foi concluído, com sucesso, por Alemão. Foi o gol de honra do Operário, que não foi fantasma para ninguém. Pelo menos, aqui no Pará.
(Pararijos NEWS)