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sábado, 6 de dezembro de 2014

Técnico Mazola teria feito pedida de R$ 100 mil, para ele e os dois auxiliares


De Fortaleza, onde passa férias com a família, o treinador Mazola Júnior sustentou a sua versão sobre o fim frustrante das negociações com a diretoria do Paysandu. Mazola, entretanto, não foi claro ao comentar os detalhes que travaram a transação. Como de praxe nesses casos, o treinador bicolor em meio a temporada 2014 foi genérico, evitando enumerar valores, um dos motivos que levaram ao fim da era Mazola na Curuzu. No entanto, o técnico natural de Campinas deu algumas pistas.
À Rádio O Liberal CBN, Mazola declarou que não se tratava de uma valorização do seu trabalho. Segundo ele, a sua proposta, cujos valores não foram revelados, tinha como pano de fundo a valorização de João Brigatti (auxiliar-técnico) e Rony Silva (preparador físico). Os profissionais, segundo Mazola Júnior, ganhavam salários considerados pífios no Paysandu. “Tivemos acertos em alguns detalhes e alguns assuntos a gente estava discutindo. O presidente entendeu que chegou no limite dentro do Paysandu, e eu entendi que cheguei no meu limite, principalmente porque gostaria de valorizar o meu preparador físico e o meu auxiliar, que esse ano ganharam um salário pífio”, frisou.
De acordo com especulações da Curuzu, o Paysandu chegou a propor um total de R$ 70 mil de salários. O pacote iria abranger os salários dos três profissionais quando a Série B estivesse em curso. Ainda segundo a informação, Mazola bateu o pé e indicou que fecharia acordo com R$ 100 mil mensais e que este valor seria rateado entre ele, Rony Silva e João Brigatti. A diretoria considerou o valor alto, mas não descartou
definitivamente.  
O que pesou para a negociação desandar foi a tentativa, por parte de Mazola, de inclusão de multa rescisória e premiação por conquistas. O treinador comentou o assunto. “Alguns detalhes periféricos do contrato também tiveram problemas e nós chegamos a um acordo mútuo de que era melhor para o Paysandu que eu não continuasse, e que viesse outro profissional que se adequasse nas condições”.
O Liberal