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sábado, 6 de dezembro de 2014

Produção industrial paraense tem crescimento de 9% no ano

O Pará registrou aumento de 9% na produção industrial no acumulado entre janeiro e outubro de 2014. Se considerados os últimos doze meses, o crescimento é de 8,2%. Nos dois cenários, o Estado lidera o ranking nacional e está bem acima da média nacional de -3%, de janeiro a outubro de 2014, e de -2,6% no acumulado dos últimos doze meses. Entre os meses de setembro e outubro, o incremento foi de 0,6%. Em relação ao comparativo entre outubro de 2013 e o mesmo mês deste ano, a indústria paraense cresceu 4,9%, o terceiro melhor resultado do país.
Segundo os dados divulgados nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na passagem entre setembro e outubro de 2014, a produção industrial nacional repetiu o patamar de 0% registrado no mês anterior. Estados como Bahia (3,6%), Rio de janeiro (1,9%), Amazonas (1,7%) e São Paulo (1,1%) também se destacaram com índices positivos.
Nos Estados do Pará e Espírito Santo, com indicadores acumulados de 9% e 4,3%, respectivamente, as taxas positivas foram impulsionadas, em grande parte, pelo setor extrativo (minérios de ferro). “O Pará é o segundo Estado produtor de minério, e isso influencia positivamente. Outro exemplo é a carne o Pará, que é um grande exportador do produto. É um conjunto de produtos que hoje a gente produz e faz com que tenhamos esses números expressivos, e que refletem na geração de empregos também”, destaca o titular da Secretaria Especial de Estado de Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção (Sedip), David Leal.
O levantamento do IBGE aponta ainda que “o menor dinamismo da indústria brasileira foi particularmente influenciado por fatores relacionados à redução na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para equipamentos de transportes, como caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e veículos para transporte de mercadorias), bens intermediários (autopeças, produtos têxteis, produtos siderúrgicos, produtos de metal, petroquímicos básicos, resinas termoplásticas e defensivos agrícolas) e bens de consumo duráveis (automóveis, eletrodomésticos da linha branca, motocicletas e móveis)”, diz a nota técnica.
Segundo o titular da Sedip, para o ano de 2015 a expectativa de que o Pará mantenha os resultados positivos é a melhor possível. “O Estado do Pará, hoje, é uma exceção no Brasil. É um Estado que tem uma logística competitiva. Com a reabertura do Canal do Panamá, o Pará será mais competitivo. Vamos ter uma segunda siderúrgica, construção de hidrovias e novos portos. As perspectivas são as melhores possíveis”, destaca David Leal.
Agência Pará