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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

'Equipe Rex' seria responsável pela morte do cabo Figueiredo

'O cabo da Rotam Antônio Marcos da Silva Figueiredo foi morto por uma facção criminosa chamada 'Equipe Rex''. A afirmação foi feita pelo sargento Rossicley Silva, presidente da Associação dos Praças do Estado do Pará. Segundo o sargento, uma facção criminosa do bairro do Guamá não aceitou a entrada da 'Equipe Rex' no bairro na ocasião do homicídio do cabo e, por isso, teriam acontecido as outras mortes no local. 

s informações foram dadas em coletiva de imprensa realizada pela Ordem dos Advogados do Pará (OAB-PA), com a presença de representantes da Ouvidoria da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará, Comissão de Justiça e Paz da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos (SDDH) e Sindicato dos Jornalistas do Pará, nesta quarta-feira (5).

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Rossicley informou que a rivalidade entre as facções foi o que gerou a confusão. 'Existe uma facção criminosa no Guamá e eles não aceitaram [a entrada da Equipe Rex no bairro], então, até parou o tráfico lá. Foi aí que desencadeou a confusão por lá', disse.
Questionado sobre a possibilidade dos crimes terem sido cometidos por policiais, o sargento afirmou que a situação é preocupante, mas que o caso será apurado pela Corregedoria, Ministério Público e Divisão de Homicídios. 'Não se pode dizer que toda vez que tem tiro é culpa da Polícia Militar, se não tem provas ou ninguém viu. Se tem esses serviços públicos, eles devem apurar e dar respostas aceitáveis ou não para a sociedade', informou o Rossicley.
Ainda segundo o sargento, 'não existe uma briga bandido x polícia. Essa briga é entre os bandidos. Os áudios espalhados nas redes sociais não são de policiais e sim de bandidos'. Ele relatou que não há identificação das vítimas, nem informações que confirmem se alguma delas tinha passagem pela polícia.
Segundo a advogada Luanna Tomaz, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/PA, a Ordem dos Advogados e outras instituições estão recebendo diversas denúncias, mas as informações precisam ser apuradas ainda. 'Esse episódio chamou atenção pelo número de mortes em pouco tempo, mas com certeza nós temos visto um índice alarmante de mortes na cidade', relatou a advogada. 
Ainda segundo ela, equipes da OAB, SDDH e outros estiveram na Terra Firme ouvindo os moradores e apurando as informações. Está sendo feito um mapeamento para se chegar a um número exato de vítimas na noite de ontem.
'A violência não se combate só com segurança pública. Nós precisamos de programas sociais e econômicos mais eficazes para essa população. Nós não precisamos só de polícia, porque ela sozinha não acaba com a violência', finalizou.
ORM News