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domingo, 3 de janeiro de 2016

Morre Natalie Cole, a inesquecível estrela do soul, aos 65 anos

A cantora Natalie Cole ganha o Grammy de melhor álbum tradicional pop vocal por 'Still Unforgettable' na 51ª edição do Grammy, em Los Angeles, 8 de fevereiro de 2009
A cantora Natalie Cole ganha o Grammy de melhor álbum tradicional pop vocal por 'Still Unforgettable' na 51ª edição do Grammy, em Los Angeles, 8 de fevereiro de 2009
A cantora de soul Natalie Cole, filha da lenda do jazz Nat "King" Cole, faleceu aos 65 anos - informou sua família nesta sexta-feira.
"Natalie travou uma feroz e corajosa batalha e morreu como viveu: com dignidade, força e honra", ressaltou sua família, em um comunicado.
De acordo com o site especializado em celebridades TMZ, Natalie morreu em um hospital de Los Angeles, por insuficiência cardíaca.
Evocando o maior sucesso da cantora, "Unforgettable", uma homenagem a seu pai, a nota acrescenta: "sentiremos muita falta de nossa amada mãe e irmã, que permanecerá para sempre INESQUECÍVEL em nossos corações".
Rapidamente, começaram a chegar mensagens de condolências.
O reverendo Jesse Jackson, uma das mais importantes figuras da luta pelos direitos civis, em particular dos afro-americanos, prestou uma homenagem no Twitter a esta "adorada irmã (...) pelo que era e por sua música. Que sua alma descanse em paz".
"Obrigado pela música. E por você", disse o ator canadense Alan Thicke.
O cantor de jazz italiano Tony Bennett, que dividiu o palco várias vezes com Natalie, ou com o pai dela, homenageou-a no Instagram. Na rede social, descreveu-a como uma "pessoa encantadora e generosa" e uma "cantora de jazz excepcional".
Nat "King" Cole não chegou a ver o sucesso da filha. Ele faleceu vítima de um câncer, em 1965, aos 45, quando Natalie ainda era uma adolescente.
Depressão
A carreira da jovem sempre esteve muito ligada à do pai. No início, ela se apresentava como filha de Nat "King" Cole, mas custou a decolar no universo do R&B. Acabou escolhendo um estilo bem mais moderno do que o de seu pai. E, depois de ter explorado o blues, o soul e o pop, retomou o caminho do jazz do pai.
Em 1975, ganhou seu primeiro Grammy, o prêmio mais importante da música, na categoria de "melhor nova artista", por "This Will Be (An Everlasting Love)" e com o álbum "Inseparable".
Em 1991, homenageou o pai, cantando com ele em um vídeo póstumo o tema "Unforgettable... With Love". O disco levou o Grammy de álbum do ano. Pelo menos sete milhões de cópias do CD foram vendidas somente nos EUA.
Ao longo da carreira, Natalie Cole conquistou nove Grammys.
"Perdemos uma artista maravilhosa e muito querida", declarou a Recording Academy, encarregada de entregar as estatuetas.
Natalie Cole também participou de várias séries de televisão americanas.
A vida da cantora foi marcada pelo abuso das drogas e por três divórcios. Em sua autobiografia "Angel on my Shoulder", publicada em 2000, ela conta como lutou contra a depressão após a morte do pai e depois que seu filho quase morreu afogado na piscina.
Ela consumia altas doses de heroína e cocaína e fez várias tentativas de desintoxicação. Depois de ter sido diagnosticada com hepatite C, foi submetida a um transplante de rim.
"Minha vida está desabando diante dos meus olhos", desabafou, na época, em entrevista à revista "People".
"Isso é o mais duro de tudo. Penso no meu pai toda vez que eu canto", completou.
Seu último álbum "Still Unforgettable" (2008) é uma continuação do trabalho de 1991 com uma adaptação de canções americanas clássicas e de seu pai.  (Pararijos NEWS)