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sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Homem executado em uma parada


Demir Cardoso do Carmo, de 27 anos, foi assassinado ontem à tarde, em uma parada de ônibus perto do Aeroporto Internacional de Belém. O assassino, que estava num Celta prata, chamou pela vítima e abriu fogo. Ainda não há pistas de suspeitos. O homicídio será investigado pelos policiais civis da seccional da Marambaia.
A vítima foi reconhecida por equipes da Polícia Militar. Demir residia no CDP, no bairro de Val-de-Cães, e era conhecido como “Carioca”. De acordo com policiais, ele havia sido preso por roubo e pode ter participado do assalto a uma casa lotérica na tarde de anteontem, no bairro da Sacramenta.
O cabo Jeferson Gaia, da Companhia de Turismo da Polícia Militar, foi informado por testemunhas que Demir não teve chance de defesa e que nada foi levado dele. Por causa disso, não há dúvidas de que o crime foi uma execução. Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada, mas Demir não resistiu aos ferimentos e morreu no local, após a chegada da equipe de resgate.
Uma equipe de peritos criminais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foi acionada para analisar o corpo da vítima. Demir estava com uma bolsa de viagem e dentro dela havia algumas peças de roupa, comida e uma bíblia. No corpo havia uma bolsa de colostomia.
O subtenente Marco Mota, oficial de interativo do 1° Batalhão da Polícia Militar, afirma que imagens do circuito de segurança do aeroporto foram cedidas pela Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária). As imagens mostram a vítima dentro do aeroporto. Ainda não se sabe se Demir faria alguma viagem, mas ele permaneceu no local por duas horas. Às 15h04 ele saiu e seguiu para a parada de ônibus.
Na parada de ônibus havia várias pessoas. Alguns testemunhas disseram à polícia que um Celta prata já tinha passado pela rotatória da avenida Júlio César várias vezes. Após a chegada de Demir, o veículo se aproximou e o ocupante o chamou pelo nome. Demir conhecia o assassino. Quando se aproximou, ele levou pelo menos cinco tiros de pistola. Em pânico, as testemunhas correram em direção ao aeroporto e ninguém conseguiu anotar a placa do Celta. O crime atraiu muitos curiosos e o trânsito ficou lento no local. (Pararijos NEWS)