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domingo, 3 de janeiro de 2016

Superlotação em navios do Marajó gera tumulto

Superlotação em navios do Marajó gera tumulto  (Foto: Reprodução Acorda Marajó)
(Foto: Reprodução Acorda Marajó)
Diversos clientes revoltados quebraram o box de venda de passagens da empresa Henvil, no porto de Camará, município de Salvaterra, que faz transporte de passageiros e veículos entre Belém e o Marajó, na tarde deste domingo (3). Segundo os consumidores, a companhia fez pessoas esperarem por até quatro horas, além de ter vendido passagens a mais do que iria comportar.
A confusão envolveu a empresa, proprietários de carros e outros passageiros que retornariam para Belém hoje: de acordo com testemunhas, as balsas que saíram às 16h e às 17h estavam lotadas, deixando mais de 50 automóveis e mais de 300 pessoas esperando no porto do Camará. Uma balsa extra foi prometida para as 23h de hoje.
De acordo com o Movimento Acorda Marajó, por meio de publicação no Facebook, a situação de descaso e falta de organização por parte da empresa não é recente.
“Essa situação já vem sendo denunciada há muito tempo pelo Movimento Acorda Marajó, que está em ampla campanha para quebra do monopólio, o despreparo, a falta de respeito e omissão são as principais características que o turista e o povo do Marajó sofre nas mãos gananciosas da Henvil Transportes, e com o silêncio criminosos da ARCON e do Governo do Estado, que até agora nada vez para punir essa empresa charlatona”, afirmava a publicação.
Segundo Marcelo Bastos, um dos coordenadores do Acorda Marajó, os fatos são recorrentes, acontecendo em todos os finais de semana prolongados e nas férias. "A Henvil tenta emplacar um segundo aumento em suas tarifas, mesmo não prestando serviços de qualidade", comentou.
A falta de fiscalização por parte da Agência de Regulação e Transporte Público do Pará (Arcon) e do Governo do Estado agrava a situação de descaso enfrentada pela população, de acordo com o Movimento: hoje, por exemplo, as salas da Arcon foram fechadas após a saída dos navios, o que deixou clientes sem locais para reclamação.
"Esperamos que agora a Arcon e o Governo do Estado possam punir a Henvil com a quebra do monopólio, não podemos mais ficar reféns deles", afirmou o coordenador do Movimento Acorda Marajó.
Ainda segundo o Movimento, uma reunião foi marcada, no dia 13 de janeiro, na Casa Civil, para discutir a questão dos transportes de cargas e passageiros para o Marajó. A principal reivindicação é a quebra do monopólio da Henvil.
O DOL tenta contato com a empresa Henvil. 
(DOL/Pararijos NEWS)