Google+ Badge

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Mulher queimada deve ter medida protetiva

Mulher queimada deve ter medida protetiva (Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)
O Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher Vítima de Violência Doméstica ou Familiar (NAEM) da Defensoria Pública do Estado, em conjunto com a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), protocolou nesta sexta-feira (16), pedidos de medidas protetivas de urgência em favor da dona de casa Marcionilde Sousa Freitas, de 32 anos, vítima de tentativa de feminicídio pelo marido, o autônomo Diógenes de Freitas Araújo, 34 anos, na véspera do Círio, no bairro do Sideral. 
Ela está internada no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência em estado grave, correndo risco de morte em razão de queimaduras de terceiro grau provocadas pela ação do companheiro, que utilizou um maçarico para agredir a vítima.
As medidas protetivas requeridas são o afastamento do autor da violência doméstica do convívio com a vítima; o afastamento também da criança, abalada psicologicamente com o episódio e a preservação do patrimônio familiar com o impedimento de venda de bens do casal ou saques de contas corrente ou poupança, já que a preocupação das defensoras públicas Clívia Croelhas e Verena Barros é que Diógenes lance mão de bens patrimoniais como alternativa ao pagamento de advogado. 
O quarto pedido é que a mãe da vítima, Maria de Lourdes Souza, 56 anos, seja a curadora da filha, atualmente em coma induzido, para administrar a casa e obrigações da família. Todas as medidas protetivas serão avaliadas pela juíza Rubilene Silva Rosário, da 1ª Vara de Violência Doméstica do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Lourdes confirmou o histórico de brigas do casal, cujas discussões teriam sido agravadas pela recente situação financeira de Diógenes, que estaria desempregado.
Clívia Croelhas declarou que ao NAEM interessa que o autor da violência permaneça preso até o fim da instrução criminal. Ela diz estar assombrada com o volume e gravidade de casos de violência contra a mulher, nesta que é sua primeira experiência em vara especializada. “Somente hoje tive contato com um caso de uma outra vítima que foi esfaqueada e está no Hospital Metropolitano, de um caso em que o homem foi preso na audiência e sua esposa, acolhida, porque não aceita o fim do relacionamento e este depoimento da mãe da Marcionilde”, enumerou.
(Pararijos NEWS/DOL com informações da Defensoria Públic