Google+ Badge

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Família chefia o tráfico em Belém



Luiza Ferreira dos Santos, 64 anos, e a neta dela, Rayanne Santos da Silva Mendonça, 21 anos, foram presas ontem em flagrante por tráfico de drogas. Avó e neta assumiram o comando do tráfico na ocupação do Açaizal, no Jaderlândia, em Ananindeua, depois que o antigo chefe do tráfico fugiu da comunidade. As acusadas negam o crime, mas a polícia as identificou e prendeu depois de receber uma denúncia anônima.
O antigo dono da “boca de fumo”, Luis Moisés Mendonça, conhecido como “paulista” está sendo procurado pela polícia. Ele é marido de Rayanne. As investigações revelaram que, depois que o companheiro precisou fugir da comunidade do Açaizal, ela ficou responsável pela comercialização de drogas. Rayanne contou com o apoio da avó, Luiza, para dar continuidade ao esquema criminoso.
Ontem à tarde, uma guarnição da Polícia Militar foi até o local indicado em uma denúncia anônima. A informação recebida pela polícia era de que a casa delas era o local de venda de entorpecente. Dentro da residência, localizada na alameda U, a equipe de policiais identificou 15 trouxas de maconha, solução de bateria e um rádio de comunicação conhecido como HT, que capta a frequência usada pela PM, e quase R$ 300 em dinheiro.
FORAGIDO
O caso foi encaminhado até a Delegacia do Jaderlândia, que investiga os crimes praticados pelo traficante “Paulista”. A delegada Rosalina Arraes, que preside o inquérito sobre o caso, afirma que qualquer informação sobre o paradeiro de Luis Moisés Mendonça pode ser repassada por meio do Disque-Denúncia (181) e que a identidade do denunciante será preservada. “A prisão das acusadas ocorreu nessa invasão do Açaizal. Ele recrutou a mulher e avó dela para dar continuidade ao crime”, explica a delegada.
Avó e neta foram autuadas em flagrante por tráfico de drogas. Rayanne nunca foi presa, mas Luiza já foi acusada pelo mesmo crime há 4 anos. As duas negam que tenham qualquer envolvimento com o crime. “Esse dinheiro é das minhas costuras. Não é de droga nenhuma. Eu já fui presa. Essa é a segunda vez que forjam para mim esse crime. Não sei como essa droga e o rádio foram parar na minha casa”, afirma a idosa.
(Pararijos NEWS)