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quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Foragido é morto a tiros



Jardel Alan Garcia Pantoja, de 24 anos, conhecido como “Alanzinho”, foi perseguido por pelo menos dois homens, encurralado e morto com três tiros no tórax, ontem à tarde, no bairro do Jurunas, em Belém. Jardel era foragido do sistema penitenciário havia quatro meses e foi encontrado em uma praça localizada na rua Monte Alegre, perto do “beco da Pupunha”. As investigações indicam, porém, que ele foi alvejado dentro de uma casa, que passou por uma limpeza após o cadáver ser retirado de lá. Os peritos criminais encontraram vestígios de sangue no imóvel. Uma equipe da Divisão de Homicídios esteve no local e já investiga o ocorrido.
Na praça, parentes se desesperaram ao ver Jardel morto. De acordo com o cabo Juvenal Oliveira, do 20º Batalhão da Polícia Militar, a vítima era conhecida pelos PMs responsáveis pelo policiamento no Jurunas. “Lembro que quando era adolescente, com 13 e 14 anos, ele foi levado várias vezes à Data (Divisão de Atendimento ao Adolescente). Já quando adulto, foi preso por assalto”.
Ninguém sabe onde Jardel estava antes de ser perseguido, mas ele correu pelo “beco da Pupunha”, tentando escapar de um homicida. Quando ele chegou à esquina com a rua Fernando Guilhon, o segundo criminoso o aguardava. A vítima invadiu uma casa, mas foi encurralada e acabou morta no local. Momentos depois, os moradores tiraram o cadáver da residência. “Nós analisamos o local e, apesar de ter sido limpo, foi possível identificar os vestígios de sangue no chão que foi lavado”, disse o perito criminal Ivanildo Rodrigues.
O crime ocorreu em uma área movimentada do Jurunas. Para a polícia, a perseguição e o homicídio foram testemunhados por vários moradores, mas o medo de represálias impede que eles façam denúncias. “Você pode ter certeza de que 90% das pessoas que estão aqui sabem o que ocorreu, mas não falam nada”, disse o cabo Juvenal Oliveira.
O cabo Chagas, que foi o primeiro a chegar ao local, afirmou que o homicídio pode ter sido motivado por desentendimentos entre criminosos. Uma testemunha revelou nomes de dois suspeitos. “Já temos esses nomes. Não sei dizer se eram parceiros, mas eles já foram vistos juntos aqui mesmo, nesta praça”.
(Pararijos NEWS)