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terça-feira, 11 de novembro de 2014

Seis municípios podem ter epidemia de dengue

(Foto: Cézar Magalhães/DOL)
O Ministério da Saúde atualizou os dados do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) realizada na última sexta, 7. Nos dados anteriores apenas Belterra e Parauapebas apresentavam situação de risco para a ocorrência de epidemia de dengue.
Agora já são seis municípios, sendo que a situação mais grave é a de Altamira, com a presença de larvas do mosquito em mais de 10,4% dos imóveis pesquisados. Cumaru do Norte e Rondon do Pará têm larvas em 5,4% das residências e Sapucaia com 4,7%. Belterra apresentou 4,0 e Parauapebas 4,3. São consideradas em situação de risco cidades cuja prevalência de larvas aparece em mais de 3,9% das casas pesquisadas.
As cidades paraenses nesta situação representam 18,4% do total de municípios brasileiros em risco para a epidemia de dengue. Em todo o país 125 municípios estão em situação de risco.
Os municípios paraenses em situação de alerta pularam de 12 para 23. Dos 144 municípios do Pará, 51 já apresentaram seus relatórios. Belém está em situação de alerta para o avanço da dengue no município. A capital paraense está entre as dez capitais brasileiras que apresentaram situação de alerta.
Elaborado pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, o LIRAa foi realizado em outubro deste ano. A pesquisa é considerada um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.
MAPA
O chamado Mapa da Dengue identifica os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da doença, proporcionando informação qualificada para atuação das prefeituras nas ações de prevenção.
No Brasil 552 cidades estão em alerta e 847 apresentam índice satisfatório. Até o momento, o Ministério da Saúde recebeu informações do LIRAa de 1.524 municípios brasileiros, 61 cidades a mais do que o primeiro levantamento fechado em 3 de novembro.
Os municípios classificados como de risco apresentam larvas do mosquito em mais de 3,9% dos imóveis pesquisados. É considerado estado de alerta quando menos de 3,9% dos imóveis pesquisados têm larvas do mosquito, e satisfatório quando o índice está abaixo de 1% de larvas do Aedes aegypti.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, reforça que a prevenção da dengue e da febre chikungunya é simples e todo mundo sabe como fazer.  “Em apenas 15 minutos semanais, as famílias podem fazer o inspeção dentro de casa e destruir os focos dos mosquitos dentro de pneus, vasilhas de plantas e outros tipos de recipientes que acumula água parada”, frisou.
Resumo
Situação mais grave é a de Altamira, com a presença de larvas do mosquito em mais de 10,4% dos imóveis pesquisados. Cumaru do Norte e Rondon do Pará têm larvas em 5,4% das residências e Sapucaia com 4,7%. Belterra apresentou 4,0 e Parauapebas 4,3.
>> Levantamento faz perfil dos criadouros
O secretário, no entanto, ressaltou que o fato de uma determinada cidade estar em situação satisfatória no LIRAa não significa que esteja protegida. “Se o município parar de agir, a população de mosquito pode crescer”, alertou. Barbosa esclareceu que um município com população de mosquito elevada pode ter transmissão de chikungunya. “Ninguém está protegido se no local tem mosquito para fazer a transmissão, seja em casa ou no trabalho”. Além de ajudar os gestores a identificar os bairros em que há mais focos de reprodução do mosquito,o LIRAa também aponta o perfil destes criadouros.
Os focos podem estar em formas de armazenamento de água em espaços em que o lixo não está sendo manejado adequadamente e em depósitos. Esse panorama varia entre as regiões. Enquanto na Região Sul, 47,3% dos focos estão no lixo, no Nordeste e no Centro Oeste o armazenamento de água é a principal fonte de preocupação com 78,8% 36,8%, respectivamente.  Já o Norte e o Sudeste têm no depósito domiciliar o principal desafio, com taxas de 46,6% e 55,1%, respectivamente.
(Diário do Pará)