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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Faltam combustíveis na Grande Belém


Os postos de combustíveis da Região Metropolitana de Belém sentem o atraso na entrega de gasolina e etanol. É que até agora o navio da Petrobras, que traria os combustíveis, ainda não atracou no porto da capital paraense. Com isso, alguns postos suspenderam os atendimentos aos clientes por falta de combustíveis. Esta é a segunda vez em quatro meses que ocorre atraso na entrega dos combustíveis à capital paraense. Os proprietários de postos reclamam dos prejuízos e os consumidores se preocupam com a possibilidade do agravamento do problema. Ainda ontem à noite, o movimento de abastecimento de veículos em postos de Belém permanecia normal, mas já existe a preocupação dos empresários do setor com o desabastecimento.
"É claro que eu estou preocupado com isso, pois sou taxista e dependo diretamente do combustível para trabalhar e ter renda", afirmou o motorista de táxi Edilson Ferreira, de 55 anos, que está na profissão há 23 anos. "Hoje (ontem), o meu táxi está com o tanque quase cheio, mas pretendo completar amanhã (hoje) ainda bem cedo", ressaltou ele, depois de abastecer num posto de combustíveis no bairro do Marco.
Em um posto da bandeira Shell à avenida Almirante Barroso com a travessa Angustura, também no Marco, o contador Tharles Monteiro abasteceu, ontem, a motocicleta. "Eu não sabia desse atraso do navio e da possível falta de combustível. Como eu tenho moto e carro, vou encher os dois tanques, porque todo dia tenho de vir da Terra Firme até aqui, na Almirante com a Angustura, para o trabalhar", afirmou.
O proprietário do posto Chermont (na esquina da avenida Duque de Caxias com a travessa Dr. Freitas), o empresário Mário Chermont informou que, até ontem, não havia falta de qualquer tipo de combustível. Nos postos de combustíveis da travessa Lomas Valentinas com a avenida João Paulo II; na João Paulo II com a travessa Timbó e na avenida Júlio César próximo à avenida Brigadeiro Protásio, as vendas foram mantidas apesar da ameaça de desabastecimento. Condutores de veículos em postos de combustíveis disseram nada saber sobre falta do produto. Mas demonstraram apreensão ao saber de uma eventual escassez de combustível. A possibilidade de falta do produto para atendimento dos consumidores circula entre dirigentes e frentistas de postos.
Gravidade
Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis e Lojas de Conveniência do Estado do Pará (Sindicombustíveis), Ovídio Gasparetto, alguns postos de combustíveis já suspenderam as vendas por causa da falta de gasolina e etanol. Dentre eles estão postos localizados à avenidas Antônio Barreto e Pedro Álvares Cabral, rodovia BR-316 e no município de Ananindeua. "Toda vez que há falta é muito preocupante para nós porque o proprietário dos postos tem custos e despesas como as contas de serviços de água e luz e também os salários dos funcionários. É um prejuízo ficar fechado mesmo que seja por um dia", reclamou. Gasparetto informou que outro problema semelhante ocorreu em outubro do ano passado.
A escassez atinge todas as bandeiras do setor. Em um posto da bandeira Shell localizado à avenida Pedro Álvares Cabral esquina com a avenida Tavares Bastos, havia somente diesel à venda. Os motoristas que precisam abastecer com outros combustíveis entravam no posto e logo eram informados do problema. Segundo o gerente de pista do posto, Raul Fernando, a falta de gasolina e etanol ocorre desde a segunda-feira, 11. "Isso também está acontecendo em outros postos", afirmou.
O autônomo Mozak Oliveira, 24 anos, fica preocupado com a escassez do produto, porque depende da motocicleta no dia-a-dia. "Na outra vez que não tinha gasolina na cidade, não tinha opção de onde abastecer. Até agora não tive problema", relembrou. Já o investigador Arinaldo Silva, 41 anos, entrou no posto e foi surpreendido pela notícia. "Não sabia disso. Parei no posto mais próximo que vi. Agora vou em outro", declarou. Já o taxista Rosildo Nunes, 64 anos, até o momento não teve problemas em abastecer o carro. "Mas a gente se preocupa porque depende do combustível para trabalhar", disse.
Esclarecimentos
Em nota ao jornal, a Petrobras garantiu que "as entregas de combustíveis no Pará estão normais e que atualmente encontra-se fundeado um navio com gasolina aguardando berço para atracação.  As entregas no Estado estão ocorrendo normalmente conforme pedidos das distribuidoras de combustíveis". (Pararijos NEWS)