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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Prenúncios do Carnaval

Enfim, um dos períodos mais esperados pelos cidadãos deste distinto município está chegando: o carnaval. Seja ele comemorado nas ruas pelos foliões, nos clubes pelos conservadores, nas residências pelos caseiros, nos balneários pelos ressacados ou nos becos escuros pelos marginais, esse festejo é um dos que melhores imprimem o desejo do brasileiro de viver dias melhores; ou, no mínimo, passar alguns dias sem as lembranças de todo o caos que vivemos na área econômica, política e cultural. Sem dúvidas, é deveras estranho comemorar o carnaval tendo em vista todos os problemas que vivemos, tanto é que virou moda entre alguns políticos desviar o dinheiro destinado à promoção desse evento para uma área (eternamente) necessitada: saúde e educação. O que não foi o caso do município de Breves. Não estranho tal atitude, afinal, tirar o dinheiro destinado ao carnaval para investir em saúde e educação, aqui nesta cidade, é dar um tiro no próprio pé. Afinal, não é de hoje que vemos que a opinião política dos eleitores da capital da Ilha do Marajó é baseada, quase que exclusivamente, nos eventos festivos que a prefeitura promove. Se a festa é boa, o governo está bom. Caso contrário, fulano ou ciclano eram/seriam melhores prefeitos. A própria população instiga a política do circo (pão não dão, é só circo mesmo) e esquece, em demasia, das outras áreas necessárias para uma vida digna. Alguém se esqueceu que, um dia desses, a rua Lourenço Borges foi fechada por populares devido o completo abandono da gestão? Lembro-me quando comecei a minha vida como eleitor e vivi a transição de um governo para outro. Naquela época, eu participava do carnaval e me lembro dos comentários esdrúxulos de muitos populares sobre a “péssima qualidade” que tinha sido acometida aquela data festiva com o novo governo e que não “ganharia” mais seu “voto” nas próximas eleições. Que fim triste é esse da democracia. Mas, quem sou eu para proibi-los de festejar? Ao contrário, instigo que comemorem. Somos trabalhadores, pagamos nossos impostos, e escolhemos para onde queremos que estes recursos sejam direcionados. Depois, durante todos os outros dias do ano, colheremos os frutos de nossas decisões. Ora ou outra precisamos chutar o balde, caso contrário esta vida nos enlouquecerá. Contudo, peço que nestes dias de folia sejam conscientes. Há muitas pessoas de bem, trabalhadores, pais e mães de família, que saem para comemorar, muitos até levam os seus filhos. Vamos festejar sem prejudicar ninguém. Sem brigas, mortes, acidentes por alcoolismo. Vamos fazer desse carnaval três dias de paz, e não mais motivos de tristeza para a nossa já pesada consciência. E viva o carnaval! Renan Medeiros, o Coruja Canto do Coruja renanmedeiros_costa@yahoo.com.br
(Pararijos NEWS)