Mais uma vez, a antiga chefe da Divisão de Pessoal da Assembleia
Legislativa do Estado (Alepa), Mônica Pinto, que teve homologado o
benefício de delação premiada no processo que apura a inclusão de
funcionários "fantasmas" e "laranjas" na folha de pagamento da Casa, foi
apontada como a mentora e quem comandava o esquema fraudulento. Na
manhã de ontem, ao ser interrogada, Mylene Rodrigues, ex-servidora da
Alepa e acusada de conseguir documentos de pessoas de baixa renda,
inclusive empregadas domésticas que trabalhavam na sua família, para
serem inseridas na folha, alegou que não sabia a real destinação desses
documentos e que só os entregou para Mônica, de quem era amiga há mais
de dez anos, porque acreditava que ela entregaria cestas básicas e
brinquedos para essas pessoas.
Segundo Mylene, Mônica pediu nomes de pessoas carentes para fazer um
cadastro de doação. "Eu disse que sim. Tanto que essas pessoas eram
empregadas que eu tinha, que eu sabia que tinham filhos e netos, para
receberem os brinquedos e alimentos", declarou a ré, afirmando ainda que
só soube que esses nomes foram incluídos na folha de pagamento da Alepa
quando o caso veio à tona. (Pararijos NEWS)
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