domingo, 17 de janeiro de 2016

Eletrobras abrirá inscrições nesta segunda-feira

Eletrobras abrirá inscrições nesta segunda-feira (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
A Eletrobras Termonuclear S/A - Eletronuclear receberá, a partir desta segunda-feira (18), inscrições para um concurso com 32 vagas. As oportunidades são de nível médio e superior. As remunerações variam de R$ 4.050,13 a R$ 7.019,41. Para nível superior, os postos são na área de Medicina do Trabalho. Quem tiver cursado apenas o ensino médio poderá concorrer ao cargo de especialista em Segurança de Área Protegida de Nuclear e Operador de Nuclear.

As taxas de inscrição vão variar de R$ 55 a R$ 110, segundo o cargo pretendido. Todos os candidatos serão submetidos a uma prova objetiva, em 20 de março.

O cadastramento poderá ser feito no site da organizadora da seleção, até 28 de fevereiro.
(DOL/Pararijos NEWS)

Integrar a Amazônia ainda é um desafio


O ministro das Comunicações, André Figueredo, esteve em Belém na última semana para lançar o selo do aniversário dos 400 anos de Belém. Se encontrou com o governador do Estado, Simão Jatene, e tratou da propagação da internet rápida no Pará, especialmente para escolas. Em entrevista ao jornalista Bruno Magno, o ministro falou do lançamento da tecnologia 5G, que deverá ser comercializada a partir de 2020, e da decadência da telefonia fixa. Figueredo também anunciou uma possível compra de frota de aviões para os Correios e não se esquivou de responder sobre a tramitação do pedido do Ministério Público Federal de cassação das redes de comunicação pertencentes a políticos.
Integrar a Amazônia por meio da comunicação sempre é um desafio. Quais são os planos do governo federal para a região e mais especificamente para o Pará?
Na verdade, temos a compreensão de que a Amazônia - e a Região Norte como um todo - tem que ser tratada em relação as suas dimensões continentais. Nós temos aqui, por exemplo, o município de Altamira que é o maior município do mundo. Você tem distâncias realmente continentais que precisam ser compreendidas como tal e evidentemente que possamos dotar de infraestrutura necessária para, por exemplo, transmitir dados que propiciem a internet rápida. Precisamos implantar a fibra ótica onde for necessário, onde for possível. Além disso usaremos o satélite que será lançado no final deste ano. Um satélite geoestacionário, compartilhado com o Ministério da Defesa. No que diz respeito a gestão das comunicações, vamos ocupar a Banda KA, mais adequada para propiciar uma internet rápida e assim atingir municípios ou localidades onde não vamos conseguir chegar com a fibra ótica. É meta do governo federal termos 70% dos municípios brasileiros atingidos até o final de 2018. Hoje já são 48% os que têm fibra ótica chegando. E bom dizer que esses 70% representam 95% da população brasileira. Onde não chegarmos com fibra ótica, chegaremos com satélite. Estive com o governador Simão Jatene e ele se colocou completamente à disposição de compartilhar orçamentos na perspectiva que realmente possamos fazer com que a internet rápida seja uma realidade no Pará. A ideia é que possamos chegar a todos os municípios do Pará e que ao mesmo tempo dotemos as escolas, num projeto também educacional de temos internet chegando nas salas de aula, mas não apenas chegando, mas com a velocidade adequada para atender professores e alunos. (Pararijos NEWS)

Jatene recebeu milhões de empresas da Lava Jato

Jatene recebeu milhões de empresas da Lava Jato (Foto: Fernando Araújo)
Simão Jatene: acusado, em outro caso, de crime de corrupção passiva, ele foi financiado por empresas do Petrolão (Foto: Fernando Araújo)
Marcelo Odebrecht, dono de uma das maiores empreiteiras do mundo, está preso, por participação no esquema de corrupção que o mundo conhece pelo nome de Petrolão e que desviou mais de R$ 50 bilhões dos cofres públicos no Brasil. Por atuação no mesmo esquema, desbaratado pela Polícia Federal (PF) na famosa operação Lava Jato, também já foram presos Léo Pinheiro, da construtora OAS, e Alexandrino de Alencar, da petroquímica Braskem.
Além de terem sido presos pela operação Lava Jato, sob a acusação de pagarem propina a diretores da Petrobras e a políticos, esses bilionários empresários têm outro ponto em comum: todos financiaram a campanha de Simão Jatene ao Governo do Pará, em 2014. Todos. E tem mais. Além de Odebrecht, OAS e Braskem, mais três empresas investigadas pela Lava Jato bancaram a campanha milionária de Jatene: JBS (famosa pela marca Friboi), a construtora Queiroz Galvão e a empreiteira Tiisa. Documentos conseguidos pelo DIÁRIO mostram, em detalhes, as contribuições que essas empresas -repetindo, todas investigadas na operação da Lava Jato - depositaram na campanha do nosso governador.
Ao todo, foram mais de R$ 2 milhões utilizados na espalhafatosa campanha de Jatene, em 2014. Em números mais exatos, foram R$ 2.106.075 que favoreceram a polêmica campanha do governador, que já responde a processo por corrupção (veja box abaixo, à direita). É importante ressaltar que todos esses valores foram declarados pelo próprio Jatene, em sua prestação de contas da última campanha eleitoral.

SUSPEITAS
Especialista em economia política ouvido pelo DIÁRIO - que não quis se identificar por prestar consultoria a diversos partidos, inclusive o PSDB, do qual Jatene faz parte - analisou os pagamentos realizados pelas empresas à campanha do governador do Pará. São muitos e diversos os indícios de sujeira. A Queiroz Galvão, por exemplo - empresa que teve R$ 163 milhões bloqueados pela Justiça Federal, na operação Lava Jato -, fez 7 depósitos na conta da campanha de Jatene: 4 em setembro e três em outubro de 2014. No total, a construtora deu R$ 225 mil para o governador torrar em sua campanha.
Nesse caso, o especialista ouvido pelo DIÁRIO apontou dois pontos que considera suspeitos. Primeiro: todos os depósitos foram feitos nos últimos meses da campanha. “Quando se trata de campanha política, isso é um forte indicador de que essa doação será usada como moeda de troca. Ou seja, a empresa paga, mas deixando claro que vai querer algo em troca, em caso de vitória do candidato”, diz o economista político.
Ele questiona: “Afinal, por que deixar para fazer a doação aos 45 minutos do segundo tempo da campanha?”. O outro ponto destacado pelo especialista é sobre a quantidade de depósitos realizados. Segundo ele, nada justifica uma empresa bilionária como a Queiroz Galvão fazer 7 depósitos que, ao todo, somam apenas R$ 225 mil. “Para uma pessoa comum, isso é muito dinheiro. Mas para uma construtora do porte da Queiroz Galvão, esse valor não é nada”, destaca. Ou seja: a empresa poderia depositar o valor total de uma única vez. Sendo assim, por que preferiu efetuar 7 depósitos? “Não dá para saber. Mas, para nós que trabalhamos nesse setor, fica claro que algo de errado existe”. De fato, que algo de muito errado existe na campanha eleitoral e na conduta de Jatene, o povo paraense sabe há muito tempo. O que acontece é que, agora, as contas do próprio governador do Pará estão apontando nessa direção.
Mais doações misteriosas ao governador
As doações para campanha do governador têm, ainda, muitos outros fatores considerados obscuros pelos especialistas em economia política. Um dos mais insólitos diz respeito à doação de R$ 1.075 feita pela Odebrecht. Isso mesmo, leitor. Você leu direito: R$ 1.075. Pouco mais de apenas 1 mil reais. A pergunta que intriga os estudiosos de política econômica é: Por que uma das maiores empreiteiras do mundo, com obras sendo tocadas em diversos países do planeta, faria uma doação de míseros 1 mil reais?
“Impossível dizer”, resume o especialista entrevistado pelo DIÁRIO. “Mas, mais uma vez, fica muito evidente que algo de errado existe”. O que se sabe é que o dono da empresa, Marcelo Odebrecht - o empresário citado no início desta reportagem -, é dono de um patrimônio avaliado em R$ 13 bilhões. O que faria um homem com tantos bilhões na conta corrente doar apenas
R$ 1.075 a uma campanha política, talvez só Jatene saiba responder.
Outra doação com cheiro de falcatrua foi feita pela petroquímica Braskem - outra companhia bilionária -, que contribuiu com R$ 560 mil para a campanha do nosso governador com R$ 560 mil. Nesse caso, o problema não é o valor, mas como ele foi realizado. Alvo de uma operação de busca e apreensão da PF, na Lava Jato - realizada há 6 meses -, a Braskem fez 71 depósitos na conta da campanha de Jatene. “Nada justifica um número tão grande de depósitos, sendo que uma empresa tão rica poderia doar essa quantia de uma única vez, sem sentir no bolso”, analisa o especialista. Não é só isso. Entre todos esses depósitos, um chama a atenção de qualquer pessoa. No dia 9 de setembro de 2014, a Braskem depositou R$ 28,50 na conta da campanha de Jatene. Sim. Vinte e oito reais e cinquenta centavos é uma quantia que não paga nem o almoço do governador. “É mais uma dessas contribuições misteriosas. Fica quase impossível aceitar que não há nada de errado num negócio assim”, resume o economista.
Marca da corrupção acompanha Jatene
A ligação com empresas envolvidas na operação Lava Jato coloca o nome de Simão Jatene num cenário de corrupção. Mas essa não é a primeira vez que o governador é acusado de envolvimento em práticas ilícitas. Jatene responde pelo crime de corrupção passiva, na Ação Penal nº 827, que tramita no STJ há mais de 9 anos. As investigações dizem respeito ao famoso “Caso Cerpasa” e começaram há 13 anos, sob o comando do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF). A armação era tamanha, que estava até documentada.
Um livro de contabilidade e computadores apreendidos pela PF, na sede da Cerpasa, revelaram o pagamento de R$ 12,5 milhões de propina, em prestações, durante o fim do mandato de Almir Gabriel e nos 2 primeiros anos do Governo de Jatene (2003 e 2004). Por esse caso, o governador foi acusado de ter obtido vantagem econômica indevida, como condição para aprovação de futura remissão da dívida, com fundamento na Lei Estadual 6.489/02.
Em seu parecer, o MPF concluiu que o Estado do Pará foi lesado em pelo menos R$ 83 milhões. Esse foi o valor que Jatene concedeu à Cerpasa como perdão de dívidas de Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS). Se condenado, Jatene pode pegar até 8 anos de prisão.
(Klester Cavalcanti/Pararijos NEWS)

Pré-candidatos democratas fazem debate neste domingo nos EUA

DMartin O'Malley, Hillary Clinton e Bernie Sanders, pré-candidatos democratas à presidente dos EUA (Foto: Associated Press)Martin O'Malley, Hillary Clinton e Bernie Sanders, pré-candidatos democratas (Foto: Associated Press)

Hillary Clinton, favorita à indicação democrata para as eleições presidenciais nos Estados Unidos, enfrentará neste domingo seus rivais Bernie Sanders e Martin O'Malley no quarto debate anterior às primárias.
Os três pré-candidatos terão seu duelo verbal, que promete um brilho maior que os anteriores, neste domingo a partir das 21h00 locais (00h00 de segunda-feira, horário de Brasília) em Charleston, Carolina do Sul, e será transmitido pela rede NBC e pelo YouTube.
Trata-se do último debate antes do início das eleições primárias, em 1 de fevereiro em Iowa.
A distância entre a ex-secretária de Estado e Sanders, senador por Vermont, diminuiu.
Efetivamente, se antes do Natal Hillary ostentava mais de 50% das intenções de voto, agora registra 48%, contra 40% para Sanders, segundo uma média das principais pesquisas calculada pelo site RealClearPolitics.
As pesquisas apontam resultados ainda mais apertados no simbólico estado de Iowa, onde desde setembro Sanders aparece inclusive em primeiro lugar.
Já em New Hampshire, que realiza primárias em 9 de fevereiro, o senador está na liderança desde dezembro.
Contra-ataque
Estes dados explicam os ataques lançados nesta semana pela equipe de Hillary contra Sanders em dois temas: sua suposta indulgência em relação ao lobby das armas e sua cara proposta de reforma do sistema de saúde.
Senador de Vermont, um estado com muitos caçadores, Sanders votou em 2005 a favor de uma lei que deu imunidade aos fabricantes de armas em caso de uma utilização criminal das mesmas.
No sábado, sob pressão, Sanders declarou seu apoio a um novo projeto de lei que retira esta imunidade.
Em matéria de saúde, Hillary acusa Sanders de querer aumentar os impostos sobre a classe média para financiar um novo sistema de cobertura universal, ao estilo europeu.
Para mobilizar os eleitores, Hillary Clinton enviou no sábado a Iowa seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, e sua filha Chelsea, de 35 anos.
"Não poderia imaginar um modelo melhor para mim, tanto como mulher, democrata, progressista e mãe que trabalha", disse Chelsea diante de mais de 500 pessoas, segundo o jornal Des Moines Register.  (Pararijos NEWS)

Mulher é enterrada no quintal


O corpo de uma mulher foi encontrado, na manhã de ontem, enterrado no quintal de uma casa localizada no conjunto Olga Benário, no bairro de Águas Lindas, em Ananindeua. A vítima foi identificada como Elaine Cristina Teixeira Dantas, de 39 anos, que estava desaparecida desde quarta-feira (13). O responsável pelo crime é João Carlos Souza da Conceição, de 29 anos, que tinha um envolvimento amoroso com Elaine. A polícia ainda investiga o motivo do assassinato, uma vez que até a tarde de sábado o sistema da polícia estava com problema e faltava tomar o depoimento do homicida.
O cadáver estava enterrado no quintal da residência da mãe de João. Foi ela quem denunciou o homicídio à Polícia Militar. A mulher estranhou o cheiro forte que estava vindo do quintal e questionou o filho. João confessou para a mãe que asfixiou Elaine e enterrou o corpo no quintal. Desesperada, a mãe dele procurou a polícia e fez a denúncia. “Eu não ia poder viver assim. O cheiro estava muito forte e eu desconfiei. Não sabia que meu filho tinha um relacionamento com essa mulher, ele vive com outra pessoa. Eu estou muito triste e envergonhada pela vergonha que ele me fez passar”, comentou a mãe do criminoso, que preferiu não se identificar.
Parentes de Elaine foram até o local e contaram que ela estava desaparecida desde quarta-feira (13). Ela morava no distrito de Mosqueiro, onde trabalhava como comerciante, era casada e tinha três filhos. Segundo os familiares, Elaine veio para Belém na quarta-feira, na companhia de duas filhas, para comprar um ventilador e roupas. Ela deixou as meninas na casa da mãe, que mora na Cremação, e depois sumiu.
Os parentes comunicaram o desaparecimento da vítima à polícia e conseguiram recuperar as últimas ligações que Elaine fez pelo celular. O número de telefone era de João Carlos, que começou a ajudar a família nas buscas. “Ninguém desconfiava que ela estaria morta, muito menos que João seria o acusado. Descobrimos o número e ligamos para ele. Meu primo estava vindo para Águas Lindas porque ele disse que poderia realizar as buscas. Quando ele chegou, deu de cara com a polícia e a informação de que Elaine estava enterrada no quintal. Ainda bem que ele veio na hora que a polícia estava aqui, porque João poderia ter matado ele. Estamos muito assustados com tudo isso”, comentou Dario Abreu, primo da vítima.
“Ela era x-9. Falou o que não devia e morreu”, diz assassino
De acordo com informações do delegado Lenoir Cunha, da Divisão de Homicídios, uma amiga de Elaine Cristina Teixeira Dantas foi fundamental para a resolução do crime, pois após o desaparecimento da comerciante ela procurou os familiares da amiga e disse que Elaine estava tendo dois relacionamentos fora do casamento. “Além de João Carlos, Elaine teria se relacionado com o porteiro de um prédio. Inclusive, a esposa desse porteiro chegou a descobrir a traição do marido. A partir dessas informações foi mais fácil para a polícia identificar o crime”, disse o delegado.
João Carlos Souza da Conceição contou para a polícia que matou Elaine porque ela o denunciou para alguém, mas ele não disse quem. “Ela era x-9. Falou o que não devia e morreu. Eu tive ajuda de alguém, mas não vou dizer quem foi porque não sou x-9”, comentou o assassino.
Para desenterrar o cadáver, os peritos precisaram acionar o Corpo de Bombeiros. A cova era rasa, mas foi necessário um trabalho meticuloso para não destruir o corpo de Elaine, que estava em avançado estado de decomposição. Na cova a polícia encontrou a roupa e a bolsa da vítima. Somente a necropsia apontará como ocorreu a morte.
João Carlos foi preso e encaminhado para a Divisão de Homicídios. Ele prestaria depoimento e seria autuado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. (Pararijos NEWS)

Prefeito de São João de Pirabas continua impune

Prefeito de São João de Pirabas continua impune (Foto: Sidney Oliveira/Ag. Pará)
(Foto: Sidney Oliveira/Ag. Pará)
Mais um ano terminou, e o prefeito Luiz Cláudio Barroso (PSDB), de São João de Pirabas, continua impunemente livre. Mas isso pode durar pouco. Nos próximo meses, o Tribunal de Justiça do Estado (TJE) deve julgar a primeira ação penal contra o prefeito. Em razão da quantidade de ações judiciais a que responde, Cláudio Barroso se preocupa mais em se defender de processos por improbidade do que em administrar o município. Além da ação penal, ele responde a quatro ações por improbidade administrativa ajuizadas pelo Ministério Público (MP), uma ação de investigação eleitoral que pode cassar seu mandato e já enfrentou três afastamentos do cargo desde que assumiu o cargo, além de ações civis públicas de obrigação de fazer referentes ao fornecimento contínuo e adequado de água no município e a reestruturação do Hospital Municipal.

A ação penal que será julgada foi ajuizada pelo MP, pela prática de crime de poluição tipificado no art. 54 da Lei nº 9.605/98. Segundo a denúncia, mesmo tendo consciência da ilicitude da atividade, Cláudio Barroso mantem um lixão a céu aberto em Pirabas, em área de preservação permanente, sem as devidas cautelas previstas pela Lei Ambiental. Segundo o laudo expedido pelo Grupo de Apoio Técnico Interdisciplinar do MP, o lixão ocupa uma área de 33.783 metros quadrados e está dentro de uma Área de Preservação Permanente (APP).

O inferno astral de Cláudio Barroso começou após a operação “Calça Curta”, realizada em janeiro de 2014, que devassou as gestões do prefeito e desvendou a ação de uma quadrilha especializada em fraudar processos licitatórios no município, em desvios que podem chegar a mais de R$ 60 milhões. Analisando a documentação apreendida o MP identificou que a gestão de Cláudio Barroso “fabricou” um total de 133 licitações.

CRIMES

A investigação, comandada pelo procurador de Justiça Nelson Medrado e pela promotora de justiça de São João de Pirabas, Sabrina Daibes, foi concluída em janeiro do ano passado. Em fevereiro, o MP ofereceu Ação Penal Originária contra o prefeito e mais oito envolvidos em vários crimes contra o Erário, entre os quais secretários municipais, servidores, empresários e agiotas pelos crimes de peculato (desvio e apropriação indébita), falsidade ideológica, dispensa/inexigibilidade indevida de licitação, ordenação indevida de despesa pública, prestação de contas indevida e associação criminosa. O trâmite da ação está em segredo de justiça.

O MP requereu à Justiça a decretação da prisão preventiva dos denunciados e o afastamento cautelar do prefeito e demais servidores, bem como a proibição de contratar com a municipalidade. O processo está na fase de defesa preliminar dos acusados. O caso é complexo: os autos contêm aproximadamente 150 volumes que foram digitalizados. Em fevereiro de 2014, a Promotoria de Justiça de São João de Pirabas propôs ação cautelar com pedido de afastamento do prefeito do cargo, bloqueio de bens e quebra do sigilo bancário de Barroso.

À época, a juíza afastou cautelarmente o prefeito por 90 dias, decretando, também, a indisponibilidade de seus bens como medidas necessárias para a instrução da investigação e para garantia de eventual ressarcimento ao erário. Um mês depois -março de 2014 -, o MP estadual ingressou com a primeira ação civil pública por ato de improbidade administrativa tendo como escopo a condenação de Barroso, de Mariano Fonseca Roza (contador da Prefeitura), e a empresa MJL – Representações, Imobiliária, Assessoria e Planejamento Contábil LTDA, cujo sócio é o segundo demandado, em razão de improbidades e ilegalidades nas seguidas contratações da empresa por inexigibilidade de licitação pela prefeitura de Pirabas.

(Pararijos NEWS/Diário do Pará)

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