quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Promotor quer bloquear bens da CDP


Promotor de Barcarena quer garantias de reparação para as áreas degradadas pelo acidente com o navio HaidarPromotor de Barcarena quer garantias de reparação para as áreas degradadas pelo acidente com o navio Haidar
O Ministério Público do Estado do Pará pediu a indisponibilidade dos bens da Companhia Docas do Pará (CDP), da Minerva S/A e da Global Agência Marítima Ltda., apontadas como responsáveis pelo naufrágio do navio Haidar, de bandeira libanesa, que afundou no último dia 6 com uma carga de 4,8 mil bois vivos e 750 toneladas de combustíveis em Barcarena. A ação cautelar foi proposta na última sexta-feira, 16, com pedido de liminar, à 1ª Vara Cível da Comarca pelo 2º promotor de Justiça de Barcarena, Antônio Lopes Maurício, com o objetivo de permitir a reparação da área degradada e a compensação ambiental, em decorrência do dano ocasionado pelo acidente.
O Ministério Público entende que CDP, Minerva e Global foram responsáveis pelos prejuízos e o bloqueio deverá ser suficiente para permitir ambas as reparações. “Assim, não é excessivo o pedido de indisponibilidade patrimonial de todos os bens, que poderá ser eventualmente reduzido, caso os valores encontrados sejam manifestamente superiores aos necessários”, argumentou o promotor .
Para que fiquem indisponíveis tais bens, devem ser encaminhados ofícios aos cartórios de registros de imóveis, instituições bancárias, Detrans, Capitania dos Portos e Tribunal Marítimo (para os navios e embarcações), Adepará (para o gado) e à Comissão de Valores Imobiliários. (Pararijos NEWS)

Pará realiza 50% das cirurgias no Norte

Pará realiza 50% das cirurgias no Norte (Foto: Ricardo Amanajás)
Congresso sobre cirurgia bariátrica será realizado atá o dia 26 (Foto: Ricardo Amanajás)
Responsável por cerca de 50% das cirurgias bariátricas realizadas no Norte do País, o Pará é o Estado que mais executa este tipo de procedimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na região. Apesar de possuir apenas 1 hospital credenciado para oferecer a cirurgia pelo sistema público, o Estado se destaca diante da realidade nacional, onde as cirurgias feitas pelo SUS representam de 8% a 10% do total.
 Presente em Belém para participar do XVII Congresso da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que ocorre até a próxima sexta-feira (23) no Hangar-Centro de Convenções da Amazônia, o presidente da SBCBM, Josemberg Campos aponta que o baixo índice de realização das cirurgias bariátricas pelo SUS ainda é um desafio para o País. Mais do que uma solução para a obesidade, a cirurgia bariátrica hoje já é vista como uma opção para amenizar ou solucionar outras 60 doenças que estão associadas, como a diabetes. O médico, entretanto, destaca a importância de não se banalizar o procedimento apenas para fins estéticos. “A cirurgia é indicada para pessoas que tenham obesidade em classificação grave ou em classificação moderada, mas com doenças associadas”.
Antes de que se considere a possibilidade de realizar o procedimento, é importante que o paciente procure um médico especialista e credenciado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica.
(Cintia Magno/Diário do Pará/Pararijos NEWS)

Bancários rejeitam proposta e greve continua no país

Foto: Sindicato dos Bancários do ParáFoto: Sindicato dos Bancários do Pará
Em reunião com a Fenaban (Federação Nacional de Bancos), na tarde desta terça-feira (20), em São Paulo, o Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta de reajuste salarial da categoria, que foi de 7,5% nos salários sem abono. As informações foram confirmadas pelo Sindicato dos Bancários do Pará. A greve continua e as negociacões seguem nesta quarta-feira (21) no hotel Makssoud Plaza, em São Paulo.
A categoria quer reajuste salarial de 16% (incluindo reposição da inflação mais 5,7% de aumento real); PLR: 3 salários mais R$ 7.246,82 e Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários. Eles também pedem vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá de R$ 788 cada. Além disso, os trabalhadores querem pagamento para graduação e pós, além de melhorias nas condições de trabalho e segurança.
Segundo o Sindicato dos Bancários do Pará, nesta segunda-feira (19), a greve atingiu 415 agências de bancos públicos e privados, o que representa uma adesão ao movimento de 84% do total de unidades bancárias do Estado. Em todo o Brasil, já são 12.277 agências bancárias paradas. (Pararijos NEWS)

Reunião irá discutir os cortes na folha

Reunião irá discutir os cortes na folha  (Foto: Cezar Magalhães)
(Foto: Cezar Magalhães)
Trezentos professores da rede pública municipal se reúnem hoje (21) em uma assembleia para tratar sobre uma série de cortes feitos na folha de pagamento de servidores do município.
Segundo o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), Aldo Rodrigues, 40% dos servidores operacionais em diversas secretarias perderam alguns benefícios, como hora extra vinculada à gratificação por tempo integral, vale-alimentação e outras gratificações. Isto ocorreu a partir de um decreto instituído em agosto deste ano pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho.
A justificativa da prefeitura, de acordo com Aldo, foi a aplicação de uma medida de contenção que pretende “otimizar” as despesas do município. Pelo decreto, o servidor que tirar férias ou for beneficiado por uma licença prêmio, perderia o auxílio alimentação que equivale a 40% dos vencimentos. O entendimento da categoria é que isso reflete em uma punição. “Depois disso ninguém vai querer tirar férias”, aponta Aldo. 
Outros pontos a serem tratados pelos professores serão a proposta feita pela Secretaria Municipal de Educação (Semec) sobre a extinção do período intermediário das escolas municipais e do estrangulamento do Ensino para Jovens e Adultos (EJA).
Ao todo, são 73 escolas vinculadas ao município. Dessas, 23 possuem o turno intermediário, de 11h às 15h. O professor conta que, apesar da dificuldade pedagógica do horário, a demanda de alunos é grande para que as escolas deixem de ofertar esse turno.
Por lei, segundo Aldo Rodrigues, uma sala de aula deve conter no máximo 40 alunos. Mas depois que o intermediário for extinto, o que deve acontecer no próximo ano letivo, as salas ficariam inchadas, provocando superlotação e diminuição de carga horária de professores. 
Quanto ao EJA, a principal preocupação da categoria é com o ensino aprendizagem de alunos. “O ritmo de aprendizagem desse público é diferenciado. O que a Semec pretende é criar salas polo que ficarão longe da residência do aluno. Se a evasão já é grande no EJA, imagina se o número de turmas for enxugado ou se o estudante for obrigado a estudar longe de casa”, avalia.
(Wal Sarges/Diário do Pará/Pararijos NEWS)

Adepará apreende 80 mil vacinas contra aftosa

Caias com vacinas apreendidas em Monte AlegreCaias com vacinas apreendidas em Monte Alegre
Equipe da regional de Santarém da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) apreendeu, na segunda-feira (19) à noite, 80 mil doses de vacina contra a febre aftosa. O produto acondicionamento inadequadamento. A carga saiu de uma distribuidora localizada na região Nordeste do País e tinha como destino final uma revenda veterinária no município de Monte Alegre, no oeste do Pará. A apreensão ocorreu no porto hidroviário de Monte Alegre.
Segundo o gerente de regional da Adepará em Santarém, André Reale, que acompanhou a apreensão, a vacina deveria estar acondicionada em temperatura de 2 a 8 graus, como determina a legislação vigente. “A carga foi transportada de avião do Nordeste até Belém, e de Belém veio de balsa até Monte Alegre. No momento da vistoria, na chegada da carga, verificou-se que as mesmas estavam em temperatura quase ambiente, com média de 25 graus. Por isso, houve a apreensão”, explicou.
André Reale acredita que a quantidade apreendida, se corretamente acondicionada, poderia imunizar cerca de 80 mil bovinos ou bubalinos. “Vale ressaltar que essa quantidade é cerca de 36% do rebanho de Monte Alegre, que na campanha de vacinação contra a febre aftosa, realizada pela Adepará, etapa maio de 2015, registrou aproximadamente 224 mil cabeças”, contabilizou. (Pararijos NEWS)

Corpo é enterrado no quintal


A cabeleireira Josi Cleice Rodrigues da Costa, de 36 anos, foi indiciada ontem pelo homicídio e pela ocultação do cadáver do próprio marido, Alexandre dos Reis, de 40 anos, conhecido como “Carioca”. Ele estava desaparecido havia seis meses e graças a uma denúncia anônima foi encontrado na tarde de ontem, enterrado no quintal da residência do casal, localizada na passagem Nazareno, no Jaderlândia. Josi responderá ao processo em liberdade. Uma arma e um terçado foram apreendidos no imóvel.
A descoberta do cadáver no quintal não surpreendeu os vizinhos do casal, que descrevem Josi como agressiva e antissocial. “Ela mora aqui desde criança. Lembro dela do tempo que frequentava a igreja, mas ela sempre foi uma pessoa que outros detestavam. Não estou surpresa com isso, eu tinha certeza que esse homem não tinha saído de casa. Eu e outros vizinhos ouvimos de manhã cedo os gritos dele por socorro. Faz muito tempo e depois disso ele nunca mais foi visto”, disse a dona de casa Mara Rúbia, que mora ao lado do imóvel onde os crimes ocorreram.
Outros vizinhos forneceram informações semelhantes à polícia. Três meses após o desaparecimento alguns policiais estiveram na casa, mas nada foi encontrado. Ontem, uma equipe de policiais civis e miliares da delegacia do Jaderlândia retornou ao local para apurar a denúncia de que o corpo estava escondido no quintal. Josi apontou o local onde o cadáver estava e o Corpo de Bombeiros foi acionado para perfurar o piso de concreto. De acordo com o tenente Bruno Reimão, o trabalho era complexo, porque a equipe não poderia danificar o corpo da vítima. “Tinha cerca de 30 centímetros de concreto acima dele. O corpo já estava em avançado estado de decomposição, mas nenhuma parte do corpo foi desmembrada, ele estava inteiro”, afirmou.
Uma equipe de peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foi acionada para analisar o local do crime. O perito Jadir Ataíde contou que a cova tinha 42 centímetros de profundidade e foi fechada com uma espessa camada de concreto. “O terreno é arenoso e o calcário contribui para certa conservação do corpo, mas somente por meio do exame de DNA será possível confirmar que a vítima é de fato a pessoa que está desaparecida. Vamos radiografar totalmente o corpo para tentar identificar se há alguma fratura e assim tentar descobrir as causas da morte”, explicou.
Acusada afirma que a vítima teve uma overdose e morreu em abril
Josi da Costa confirmou que o corpo enterrado no quintal era de Alexandre dos Reis, mas ela nega que tenha matado o marido. Segundo a acusada, Alexandre, que era natural do Rio de Janeiro, usava drogas e era violento. O relacionamento deles sempre foi conturbado e marcado por brigas. A cabeleireira disse que “Carioca” teve uma overdose e morreu na manhã de 20 de abril. “Ele fazia tratamento no Hospital das Clínicas, mas misturava tudo, os medicamentos com a droga. Ele saiu de casa à noite para beber e quando acordei já encontrei ele morto. Me desesperei e decidi enterrar para não assustar os meus filhos. Uma das crianças, de 10 anos, é filha dele. Eu não o matei. Se coloque no meu lugar. Essa foi a manhã mais horrível da minha vida”, disse Josi.
Em depoimento à polícia, a mulher também alegou inocência. Entretanto, a delegada Rosalina Arraes, da delegacia do Jaderlândia, indiciou Josi por homicídio e ocultação de cadáver. “No meu entendimento ela cometeu esse crime, mas somente a Justiça pode desqualificar ou não. Inicialmente, ela vai responder ao processo em liberdade. Vamos aguardar o laudo do IML (Instituto Médico Legal) sobre as causas da morte”, explicou a delegada.
O pedreiro que fez o piso de concreto que ocultava o corpo de Alexandre foi identificado e também prestou depoimento na tarde de ontem. De acordo com Sidney Martins, cinco sacas de cimento foram usadas. “Ela me contratou. Já tem alguns meses, não sei dizer quanto tempo faz. Pediu para fazer o piso e eu fui fazer. Não percebi nada de errado, até porque quando sou contratado não fico perguntando para os clientes detalhes do que tem na casa. Fiz o trabalho em um dia apenas e depois disso nunca mais tive contato”, disse a testemunha.
Os vizinhos afirmaram que Josi não se mostrou preocupada com o desaparecimento do marido. Como cabeleireira, ela continuava recebendo as clientes em casa. Uma cliente, que prefere não se identificar, diz que Josi confirmou que o marido estava morto. “Eu perguntei para ela se o boato que circulava no bairro era verdade. Ela me disse que o marido estava morto sim, mas tinha sido assassinado no Rio, que os vizinhos estavam loucos de dizer que ele estava no quintal”. (Pararijos NEWS)

Interdição na Augusto Montenegro vai até o dia 15

Interdição na Augusto Montenegro vai até o dia 15 (Foto: Jader Paes)
Parte da avenida Augusto Montenegro foi interditada para a realização das obras do BRT (Foto: Jader Paes)
A Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb) anunciou, ontem, que a interdição de parte da avenida Augusto Montenegro para as obras do Bus Rapid Transit (BRT) deve continuar até o dia 15 de novembro. A liberação da via estava prevista para a última segunda-feira. No entanto, segundo a Seurb, o surgimento de algumas interferências no local onde a obra de drenagem está sendo executada, inviabilizaram o cumprimento do prazo inicial de 30 dias. Por este motivo, o trecho que vai do Conjunto da Cohab, na WE-2, até o Entroncamento, permanecerá interditado até que o serviço seja concluído.
A notícia foi recebida com revolta por quem mora ou trabalha na Marambaia, para onde o trânsito foi desviado. Os moradores afirmam que perderam a paz desde que o bairro começou a receber o fluxo intenso de veículos que transitava pela Augusto Montenegro. Para o taxista José Carlos Barros, 45, que trabalhava em um ponto na WE-2, ao lado do Centro de Saúde da Marambaia, o prejuízo foi grande. O ponto de táxi precisou ser deslocado para a SN 2, o que implicou em uma redução na procura pelos clientes.
Morador da SN 6, outra via que está recebendo grande fluxo de veículos, o comerciante Alfredo Mendes, 53, disse que o sossego dos moradores acabou. Além do barulho, os veículos levam poeira para dentro das casas. Ele diz que o conjunto não estava preparado para receber o tráfego de veículos pesados.
ACIDENTES
“Os caminhões passam e arrebentam a fiação da rua, sem contar que já ocorreram pelo menos 6 acidentes só aqui nessa esquina”, reclama. A situação é semelhante na passagem Dalva, esquina com a Samaritana. A manicure Patricia Araújo, 34, que mora há 30 anos na passagem, conta que andar pelo bairro se tornou uma tarefa difícil. “É ônibus, é carreta, e eles saem levando tudo. Nossa preocupação é como a rua vai ficar depois.”
Segundo a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob), foi feita uma revitalização na sinalização nas vias que estão sendo usadas para escoamento do tráfego para que pedestres e motoristas pudessem ter mais segurança ao trafegar na área.
(Pryscila Soares/Diário do Pará/Pararijos NEWS)