
Ednaldo Júnior Espindola Rodrigues, 27, mais conhecido como
“Pica-pau”, foi assassinado na madrugada de ontem quando estava na
avenida Brasil, na Cabanagem, com um tiro na nuca. Moradores da área
informaram que o homicídio ocorreu por volta de 2h30, mas o crime só foi
informado à polícia já no final da madrugada. Familiares da vítima
foram até ao local do crime e choraram a morte do rapaz.
A mãe da vítima, que pediu para não ter o nome divulgado, disse que
atualmente mora na Cremação, mas há muitos anos morou na Cabanagem e, em
virtude disso, Ednaldo sempre ia para o local onde foi morto. “Há duas
semanas que ele está pra cá (Cabanagem) e hoje (ontem) bem cedo me
ligaram informando que tinham matado o meu filho”, disse, bastanye
abalada, a mãe de Pica-pau.
Moradores da avenida Brasil disseram aos policiais designados para
dar as investigações preliminares que escutaram um disparo por volta de
2h30, mas as pessoas não foram para rua verificar do que se tratava em
virtude do medo. Já no final da madrugada, por volta de 5h, quando os
moradores da área começavam a sair para o trabalho, eles avistaram o
corpo sem vida de Ednaldo. O Centro Integrado de Operações (Ciop) foi
comunicado e equipes da Divisão de Homicídios e da Polícia Militar foram
encaminhadas ao local do crime.
A equipe da Divisão de Homicídios informou que deve investigar o caso
em parceria dos policiais da Delegacia da Cabanagem. “Nós ainda estamos
no início das investigações, mas o que já sabemos é que aqui na
Cabanagem tem um criminoso pelo apelido de Pica-pau conhecido pela
prática de latrocínio, mas não sabemos se é a mesma pessoa”, explicou
Rui Santos.
A mãe da vítima disse aos policiais que vizinhos comentaram que o
crime não teria ocorrido no local onde o corpo foi encontrado. “Me
disseram que ele foi morto em um lugar próximo daqui. Depois tiraram a
roupa dele e abandonaram o meu filho”, completou a mãe. Ednaldo já foi
preso pelo crime de tráfico de drogas, mas estava em liberdade já há
algum tempo.
Uma equipe do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves também fez
o trabalho de levantamento de local de crime e adiantou que a vítima
foi morta com um tiro na nuca. O corpo foi encaminhado para se
necropsiado no Instituto Médico-Legal e entregue à família para
sepultamento.
O Liberal